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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Deficiência Mental

Ao estudar a unidade sobre Deficiência Mental, dentre outras coisas que aprendi, fiquei deslumbrada com uma delas: uma proposta de aula inclusiva feita em um dos textos de Formação Continuada a Distância sobre a Deficiência Mental. O texto falava sobre a sistemática de aula adotada pela maioria dos professores para "incluir" um aluno: "o professor escolhe e determina
uma tarefa para todos os alunos realizarem individualmente e uniformemente, sendo que para os alunos com deficiência mental ele oferece uma outra atividade facilitada sobre o mesmo assunto" (Batista; Mantoan, 2007). Para mim esta era a forma de incluir. Perdoem a ignorância, mas eu nunca havia imaginado outro jeito...
Foi inovador para mim a proposta das autoras: professor, dentro de um conteúdo, dá varias opções para os alunos (as autoras tomaram como exemplo o conteúdo sistema solar): elaboração de textos, a construção de maquetes do sistema planetário, realização de pesquisas em livros, revistas, jornais, internet, confecção de cartazes, leituras interpretativas de textos literários e poesias, apresentação de seminários sobre o tema, entre outras. Cada aluno escolhe uma forma para desenvolver seu aprendizado. O aluno com deficiência escolherá por ele mesmo algo qu consiga fazer, sem que o professor precise estipular o que ele consegue ou não. De quebra a proposta ainda "inclui" todos os alunos, possibilitando-lhes passar por cimas de suas dificuldades ao poderem escolher também a melhor forma de explorar o conteúdo
FANTÁSTICO!

REFERÊNCIAS

BATISTA, Cristina Abranches Mota; MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Atendimento Educacional Especializado em Deficiência Mental. Disponível em: http//:portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_dm.pdf. Acesso em 14/01/2010

Autismo

A unidade de estudo sobre o Autismo foi muito interessante. Tenho um primo de 4 anos que foi diagnosticado com traços autistas e pude reconhecer muito do que li e vi nos videos. A visão que eu tinha sobre o autismo era a da maioria das pessoas - aquela disseminada pela mídia, de que o autista é extremamente inteligente mas não se comunica (como descrito nos textos). Lembro-me até de um filme onde uma criança autista desvendava um crime, mas ia dando pistas daquilo que sabia através de um jogo de cartas de baralho (não lembro muitos detalhes do filme, mas a imagem que ficou foi esta - inteligencia e comunicação deficitária). Entretanto, pude verificar nos textos que julgar um autista como extremamente inteligente, além de ser um erro pode ser prejudicial para seu desenvolvimento.
“A implicação imediata dessa noção é o perigo de se superestimar as potencialidades da criança, criando demandas sociais e intelectuais acima das suas capacidades, com desastrosas conseqüências. Muitas vezes a ausência de respostas das crianças deve-se à falta de compreensão do que está sendo exigido e não de uma atitude de isolamento e recusa proposital." (Bosa, 2002)
Além disto, não podemos privar autista das oportunidades de convívio social pelo fato de ele não responder aos estímulos de interação com o outro
“A pesquisadora americana C. Lord já chamava a atenção para o questionamento sobre até que ponto o retraimento social de pessoas com autismo é inerente à síndrome ou resultado da falta de oportunidades sociais oferecidas (Bosa, 2002)
Outro concepção equivocada que eu tinha era de que o autismo era causado por um problema na relação mãe-bebê. Segundo Cleonice Bosa, não há indícios que comprovem uma relação causal para o autismo, devendo-se ter muita cautela neste sentido. Ainda faltam pequisas que consigam explicar a origem do autismo.

REFERÊNCIAS

BOSA, Cleonice. Autismo: atuais interpretações para antigas observações. In: BAPTISTA, Cláudio Roberto; BOSA, Cleonice (Orgs.). Autismo e Educação: reflexões e propostas de intervenção. Porto Alegre: Artmed, 2002.

Atendimento Educacional Especializado

Confesso que antes de me debruçar sobre a legislação e os documentos oficiais sobre a Educação Especial, material proporcionado pela disciplina EPNEE, fazia uma grande confusão quanto a questão do Atendimento Educacional Especializado. Pensava a lei, ao assegurar ao educando este atendimento, previa que o professor da classe regular fosse especializado. Isto me causava até certa insegurança, afinal, na formação que eu possuia até agora (Magistério - nível médio) não tive nenhuma disciplina sobre inclusão, sendo assim, não era especializada. Entretanto, via colegas na mesma situação que eu com alunos de inclusão em suas classes.
Depois do estudo proporcionado pela disciplina pude perceber que o atendimento previsto por lei exige uma formação específica do professor especialista, que presta atendimento ao educando de forma complementar ou suplementar a educação regular, no turno oposto. Tranquilizou-me saber que este atendimento é assegurado por lei, bem como a orientação de que haja uma integração entre o atendimento especializado e a classe regular que o aluno frequenta.

História da Educação Especial

Foi bastante enriquecedor estudar a história da educação especial. Através deste estudo pude me dar conta de o quanto é recente a legislação sobre inclusão e do porque temos ainda tanto caminho a trilhar neste sentido. De acordo com Miranda, enquanto outros países já discutiam a educação dos portadores de necessidades especiais, nosso país saiu da fase de negligência só em 1950. Mesmo assim, nossos PNEE ainda foram segregados em escolas especiais por longo tempo. Só a partir da constituição de 88 começamos a tomar novos rumos, e a inclusão passa a ganhar força com a LDB de 96. Desta forma, estamos nesta caminhada há pouquissimo tempo! Em 1996 eu ainda estava no Ensino Fundamental (6a. série - hoje 7o. ano) e não me lembro de nenhum aluno de inclusão em minha escola...
Tamanha confusão e preconceitos que nos deparamos ao encarar a inclusão na escola de hoje podem ser compreendidos (mas não justificados)se pensarmos o quão recente ela é e o quanto ainda temos para debater sobre este assunto.

REFERÊNCIAS

MIRANDA, Aríete Aparecida Bertoldo . História, deficiência e educação especial. Disponível em: http://\v\vw.histedbr.fae.unicaiTip.br/reYÍsta/revis/revisl5/art_l 5.pdf. Acesso em 11/01/2010