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domingo, 18 de novembro de 2007

Por que você ouve tanta porcaria?

A leitura do texto "Por que você ouve tanta porcaria?" foi maravilhosa. Agora consegui entender o por que da entrevista na loja de cd's feita anteriormente. Como muitas colegas relataram no fórum, eu também não escuto muito rádio. Nunca tinha parado para reparar quantas vezes uma mesma música toca num único dia. Sei que a mídia exerce influencia nos "gostos musicais" do povo, mas realmente não tinha a menor idéia deste sistema de "repetição" utilizado nas rádios (assim como antes da entrevista na loja de cd's também não sabia que quem indicava os títulos a serem comprados eram as gravadoras). Isto reforça ainda mais nosso papel como educadores, de não trazer para a sala de aula as músicas da mídia, que já estão sendo repetidas durante todo o tempo que nossos alunos estão em outros espaços. A repetição, ano após ano, da Xuxa, por exemplo, só reforça este "gosto musical" pouco seletivo.

domingo, 28 de outubro de 2007

Produção musical em minha cidade

Confesso que quando li a atividade de música sobre o levantamento da produção cultural na cidade fiquei pensando: "nossa, em minha cidade não há nada..." Mas logo vi que me enganei.

A banda que entrevistei conheci por intermédio do meu irmão (o guitarrista é amigo dele). Pesquisando no orkut, internet, logo descobri que há mais algumas em Sapiranga, só que não são muito divulgadas (bandas de rock e estilo “bailão”, em sua maioria). A maioria delas tem apenas cd´s demo gravados. Percebo que a produção musical local não é muito divulgada. Nunca vi divulgação dos cd´s das bandas da cidade na loja que costumo ir aqui em Sapiranga (e é a maior loja de cd´s daqui). Há poucos dias houve um show com algumas bandas da cidade no Centro de Cultura daqui (o evento foi denominado Encontrarte, e foi divulgado com cartazes nas escolas e em alguns pontos comerciais da cidade). Mesmo assim, acredito que a maioria da população sapiranguense não conhece (assim como eu não conhecia) a produção musical do município (até porque quando uma banda se apresenta em algum evento, dificilmente diz qual é a sua cidade de origem). Aprendi através da atividade que minha cidade tem sim uma produção musical bastante movimentada , e que isto pode ser trabalhado com os alunos, afinal é muito melhor quando podemos trazer para a sala de aula músicos com quem os alunos podem ter contato do que trabalhar só quem está longe. As crianças precisam sentir que fazer música é coisa de pessoas reais, que tem uma vida como elas, e não só de gente famosa.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Cantando com os pequenos...


Dando seguimento ao meu projeto de arte com os pequenos, além das atividades de prática artística, esta semana mostrei a obra "Os Girassóis" de Van Gogh. Conversamos sobre as cores (o amarelo é predominante...) e me lembrei da música "O Girassol" (Toquinho e Vinícius de Moraes). Cantei para eles, me pediram para repetir várias vezes até conseguirem cantar algumas partes junto comigo. Fiquei fascinada com duas meninas (elas tem 2 anos e meio) "procurando" as notas mais agudas. Há uma parte da música em que a melodia sobe bastante, ficando bem mais aguda do que no início. A maioria das músicas do cotidiano escolar (a dona aranha, atirei o pau no gato, borboletinha, e muitas outras) permanecem sempre na mesma região tonal, ficam em uma zona não muito grave nem muito aguda. Esta música diferenciou-se do que estavam acostumados, e vi as meninas de que falei fazendo sons bem agudos "procurando" a nota que eu estava cantando. Me dei conta de o quanto é importante variar as melodias, proporcionando coisas diferentes, mesmo quando as crianças nem conseguem ainda cantar uma música inteira. Não é a toa que muitos de nossos adolescentes (e depois nós, adultos) "falam" as músicas, e não cantam explorando todo o potencial de sua voz. Talvez tenha faltado apenas estímulo.