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domingo, 25 de novembro de 2007

Histórias infantis

Durante as ultimas semanas estávamos nos organizando para a contação de histórias presencial. Lembro-me que na primeira aula presencial de literatura a professora Gládis falou sobre saber escolher os textos das histórias que contaríamos em sala de aula e saber argumentar com a escola no momento em que são comprados os livros o porque de queremos ou não determinadas obras. Sempre tive uma certa "implicância" com aquelas maletinhas de livros (aquelas que tem um tema e vem 10 livros, geralmente 10 reais), pois achava as histórias pobres, mas nunca parei para analisar melhor o caso. Durante a escolha da história para a contação fui procurar na biblioteca de minha escola um livro que tivesse uma história legal. Queria uma história que divertisse e tivesse um texto rico e não meramente "educativo". Fiquei bastante espantada ao perceber que a grande maioria dos livros da biblioteca de minha escola de Ed. Infantil não eram de qualidade. Haviam muitos daqueles das maletinhas (sobre animais, cores, formas, etc.). Coleções para ensinar comportamento (Luísa fala palavrão, etc.), para falar sobre as diferenças (meu amigo Down). Não que este tipo de livro não possa ser usado com algum propósito na escola, mas pelo que temos aprendido, creio que eles não cumprem o objetivo de FORMAR LEITORES. Lembrava de um livro que tive quando era criança que tinha uma história maravilhosa - "A história do Galileu" (Ziraldo), mas não consegui resgatar o livro. Acabei encontrando uma história boa na casa de minha tia. Fiquei triste com a falta de qualidade literária da biblioteca de minha escola, mas gostei do exercício de analisar os livros. As vezes levamos livros para nossa sala de aula sem este olhar crítico e acabamos desinteressando nossos futuros leitores sem nem nos darmos conta do porquê.

domingo, 21 de outubro de 2007

Poesia

Esta semana pela primeira vez contei uma história na íntegra para meus alunos. Como eles não tem nem 3 anos ainda, sempre encurtei as histórias, contando com minhas palavras. Tinha muita vontade de trabalhar poesia com eles, mas nunca tive coragem. Com a minha turma do ano passado (da mesma idade) não me arrisquei o ano todo, pois julgava que eles não iriam prestar atenção. Este ano, encorajada pela disciplina de literatura me permiti fazê-lo. Minha mãe me mostrou o livro "A Chuvarada"(Isabella Carpaneda e Angiolina de Bragança), e achei que tinha tudo a ver com meus alunos. A história fala sobre os insetos do jardim que tentam se esconder da chuva, mas todos acabam se molhando - toda em forma de poesia. Eles gostaram tanto que me pediram para repetir várias vezes.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Acervo de Imagens

Já comentei isto no fórum, mas acho importante registrar aqui. Depois da aula presencial de literatura, assim que tive oportunidade fui procurar em revistas algumas imagens para iniciar o meu acervo. Folheei umas seis revistas procurando uma imagem de uma pessoa negra e não encontrei nenhuma. É interessante como estamos expostos a imagens veiculadas pela mídia diariamente e não nos damos conta de que imagens são estas. Isto me faz lembrar o exercício da disciplina de Artes visuais, onde analisamos as três imagens sobre família. É preciso ter esta tomada de consciência não só conosco, mas incitar nossos alunos a questionar se as imagens dos comerciais, das propagandas publicitárias, das revistas, etc, condizem com a realidade em que vivem.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Nova forma de pensar histórias

Ontem a aula de literatura abriu meus horizontes. A professora falava sobre as formas de contar histórias. Sempre contei histórias para os meus alunos usando as imagens do livro. Mesmo quando utilizava algum recurso diferente (tv didática, avental, etc) utilizava as imagens do livro. A professora falou sobre colecionar imagens. Fazer um acervo com TODOS os tipos de LUGARES, TODOS os tipos de PESSOAS, TODOS os tipos de ANIMAIS, etc. E contar as histórias com estas imagens. Me chamou muito a atenção a fala dela: "se vocês contarem as histórias somente com as ilustrações dos livros, a princesa vai ser sempre loira de olhos azuis, e aquela minha aluna negra também precisa acreditar que ela é uma princesa, imaginar-se princesa". Para formar leitores precisamos fazer os alunos imaginarem.