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sexta-feira, 4 de junho de 2010

TCC?

Prossigo com minhas leituras. Tenho descoberto um novo mundo ao pensar a organização dos espaços na educação infantil e lamento estar vendo sobre isto apenas no final do curso - que foi bem mais direcionado para o ensino fundamental.
Depois de todos os avanços e mudanças no espaço de minha sala, as leituras novamente me provocaram a repensar o que - até então - parecia que estava tão perfeito... Apesar de oferecer inúmeros desafios aos bebês, Horn alerta para as idéias focaultianas sobre o espaço da escola a respeito do Panoptico de Benthan
"Penso que a organização do espaço físico em cantos, em zonas semi-abertas, possa constituir-se para alguns educadores como uma forma de controle através de arranjos espaciais, pois o professor observa e controla todas as ações das crianças sem ser o centro da prática pedagógica. O que quero dizer é que o simples fato de organizar a sala de aula dessa forma não garante uma atuação descentralizada por parte do adulto e, consequentemente, a construção da autonomia pela criança." (HORN, 2004, p.25)

Pude olhar a minha sala de uma forma diferente a partir da leitura e voltar a repensar a organização do meu espaço, esbarrando novamente na construção da da autonomia (já pensada - mas não resolvida - quanto ao uso dos brinquedos no berçário, ficando ao alcance das crianças)

Paira a preocupação de garantir um espaço seguro às crianças, propiciando a construção desta autonomia - questão ainda sem resposta para mim.

Sinto-me desafiada a estudar mais sobre o assunto. Seria o ponto de partida para meu TCC?

REFERÊNCIAS:

HORN, Maria da Graça Souza. Sabores, cores, sons, aromas: a organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Estágio, registros, reflexões...

Estou encantada com meu estágio. Por mais que habitualmente, enquanto professora, o planejamento e a reflexão seja uma prática já conhecida, fotografar as atividades tem sido uma experiência e tanto. A memória é algo que funciona muito melhor se encontrar pontos de apoio. Olhar as fotografias tiradas durante a semana facilita e enriquece a reflexão do trabalho realizado. Só que isto não acontece com qualquer foto. Como a maioria das fotos é tirada por mim (só peço ajuda das auxiliares quando tirar a foto atrapalha minhas intervenções), procuro clicar as descobertas, não são simples fotos, são momentos únicos. A partir desta prática pode-se inclusive pensar em um portfólio de aprendizagens para as crianças do berçário (que em minha opinião não encontra muito sentido em "trabalhinhos", já que nesta fase a descoberta não está no que fica no papel, mas na ação). Clicar o momento exato de uma descoberta não tem preço.
No caso desta reflexão, imagens valem mais do que mil palavras...

L* Analisando a fotografia impressa de uma criança. Descobrindo que imagens de pessoas podem estar no papel, e não apenas na realidade.





















L* Analisando as propriedades do material: mole, morno, grudento...















L* Testando as propriedades elásticas do material (o bambolê com as tiras de celofane, preso ao teto por um elástico grosso foi puxado por ela até chegar a sua boca) o sabor e a dureza do que analisava

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Novos cheiros... mais baratos e com mais funções

Esta semana fiz uma atividade de experiência sensorial intensa. Os alunos lambuzaram-se bastante explorando o material (potes com papas de água e amido de milho e diferentes essências). Comprei corantes e essências comestiveis para colocar na papa, mas a vendedora tinha me dito que a essência era apenas para dar gosto (por isto não tinha comprado para a atividade anterior). Entretanto, quando coloquei na papa, o cheiro apareceu... Uma outra opção mais barata ao óleo essencial, com o bônus de poder ir à boca e ter gosto caracteristico.

sábado, 1 de maio de 2010

Exploração dos materiais

Durante esta semana trabalhei com os móbiles interativos. De segunda a quinta coloquei coisas diferentes, cada dia era uma novidade e a exploração dos materiais foi intensa. Na sexta-feira coloquei alguns exemplares de tudo que foi oferecido durante a semana e apesar de acontecer, a interação com os materiais foi bem menos ativa, afinal que tudo que estava ali não era mais novidade.

Com meus três anos de Maternal 1 tinha perdido a empolgação de confeccionar materiais pois o que eu oferecia era explorado de forma tão intensa que eles estragavam nos primeiros minutos. Minha experiência no M1 já tinha me proporcionado o aprendizado de que não adiantava pedir para cuidarem para não estragar, ou limitar a forma de brincar, tinham que explorar (às vezes via as tias com uma preocupação em não estragar o material...). Já havia me conformado de que estragar fazia parte, mas nunca havia vivenciado a experiencia do após a exploração com o material ainda inteiro.

Desta forma, antes da experiência desta semana não tinha me passado pela cabeça deixar um móbile destes fixo na sala por achar que ele logo estragaria, ou sairia briga, ou os bebês não iam sair de perto. Pude ver que isto só ocorre na exploração inicial... Da mesma forma, as crianças do M1 também cessariam sua curiosidade inicial (se os brinquedos oferecidos tivessem a resistência necessária).

Como coloquei no meu wiki, quando fizer os recantos em minha sala quero colocar um ou dois destes móbiles em um canto da sala, a fim de proporcionar mais uma opção de espaço para brincar às crianças que passam tantas horas em um mesmo lugar (em um canto, sem perder de vista o que falei sobre a poluição visual)

Poluição Visual

Achei riquíssima a experiência com os bebês dos móbiles interativos, mas assim como o colocação dos móbiles por toda a sala causou uma modificação temporária prazeirosa, a retirada dos móbiles após cessar o interesse também foi importante. Adoro ouvir música na sala e tenho o cuidado de variar bastante o repertório, mas trabalho com minhas auxiliares algo que aprendi no curso de música: só existe música onde existe silêncio. No meio de barulho, música é só mais um ruído. Assim, cuido para que, quando está tudo muito tumultado, choros, irritação, ou mesmo muita conversa das auxiliares, desligo o som. Quando desligo vem aquela sensação de alívio.
Esta mesma sensação pude perceber ao retirar os móbiles. O trabalho com eles foi maravilhoso, mas, chegada a hora do almoço, as crianças já estavam cansadas, irritadiças, e o interesse pelos móbiles já havia cessado. A modificação do espaço novamente, causou uma sensação de "limpeza do ambiente", trazendo novamente a calmaria. Achei interessante pois na hora relacionei com a "poluição sonora" que tanto falo para minhas auxiliares.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Experiências sensoriais

Depois de olhar meu planejamento da terceira semana de estágio, onde inclui a exploração da visão e da audição com os bebês, a professora Gládis me sugeriu explorar também o olfato, muito esquecido na Educação Infantil. Sugeriu que eu pingasse essências nos objetos a serem explorados pelos bebês. Confesso que ao receber a sugestão resolvi incluí-la no planejamento mais para satisfazer a vontade de minha supervisora de estágio do que por empolgação própria, ou entendimento da importância deste trabalho. Hoje quando fui comprar as essências, ao cheirá-las, tudo mudou.
Depois de ir a alguns lugares sem encontrar, fui a uma farmácia de manipulação e a vendedora me ofereceu algumas opções. Primeiro me mostrou uns sachês (que originalmente serviriam para perfumar guarda-roupas, gavetas e coisas do gênero). Achei os cheiros muito parecidos (dava pra sentir a diferença entre um e outro, mas eles não contrastavam). "Olhei" (na verdade cheirei) os óleos essenciais (servem para ser aquecidos com água em aparelho próprio e perfumar o ambiente, mas posso pingar gotas do óleo em brinquedos que o absorvam. Cheirei um a um e fiquei fascinada com os cheiros diferentes (estes sim contrastavam). Tinha vontade de cheirar tudo de novo... Alguns cheiros traziam lembranças de coisas, de épocas, enfim, é uma experiência que é dificil explicar com palavras, foi muito sensorial. A partir daí percebi a importância de proporcionar esta experiência aos meus bebês (fiquei realmente com vontade de dividir este "prazer" com eles)afinal também construimos conhecimento sobre os cheiros...
Depois disso vou inclusive adotar este trabalho como prática. Comprei quatro essências (não eram muito baratas)e quero ir comprando mais aos poucos(talvez uma a cada mês...)para proporcionar variedade de cheiros a serem explorados. Surgiram muitas idéias...

domingo, 25 de abril de 2010

Mexendo com as dinâmicas da escola...

Esta semana visitei outras turmas na escola, uma "inovação", já que esta é uma prática que nunca aconteceu lá. Esta pequena ação em meu planejamento já provocou reações: uma das professoras cuja turma visitei já disse que irá visitar minha sala com seus alunos um dia destes. As tias do Maternal 1, que foram à nossa sala em um dia de chuva adoraram a possibilidade e manifestaram interesse em repetir a experiência. Percebi que, querendo variar as possibilidades dos meus bebês, apresentei às outras turmas uma altenativa à monotonia das semanas de chuva (que são bem estressantes para as crianças que vão ao pátio todos os dias quando há sol). Quando a escola era menor (até a metade do ano passado) nas semanas em que chovia muito tentávamos variar indo para o saguão ou para a sala de tv(que, apesar de ter um cronograma dava-se um jeitinho pois as turmas eram de idades diferentes e tinham rotinas diferentes), mas eram dois espaços para 6 turmas. Agora são 10 turmas, e o cronograma da sala de tv é seguido à risca, sobrando apenas o saguão. Acho que acabamos de descobrir uma alternativa interessante para variar o repertório de espaços. Podemos trocar de sala vez ou outra ou usar uma sala com duas turmas brincado juntas.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Jogo Simbólico

Presa às "convenções" de desenvolvimento/faixa etária, considerava que todos os meus alunos estavam em estágio sensório motor. Ao proporcionar o contato com os outros ambientes, na sala do Maternal 1 utilizamos os brinquedos deles e fiquei surpresa e encantada ao ver uma de minhas alunas, de um aninho recém completo, pegar uma boneca no colo e naná-la (jogo simbólico). Me dei conta da importância de oferecer bonecas aos meus bebês (e outros materiais que possibilitem jogo simbólico, mas a boneca em especial eles relacionam com eles mesmos), pois os que ainda estão no estágio sensório motor precisam deste estímulo e da brincadeira com o adulto significando este jogo, para desenvolverem este aspecto.

Muitas aprendizagens sobre o uso do espaço

Como relatei em meu wiki,"esta semana para mim foi de rompimento de barreiras. Rompi as barreiras da utilização do espaço da escola, descobrindo o quão rica pode ser a escola no sentido de proporcionar opções de oferta de espaços para brincar." Sempre restrita à minha sala e às dificuldades de deslocamento dos bebês, não havia me dado conta de quantos espaços poderiam ser proporcionados dentro da escola. É verdade que não conseguimos ficar muito tempo neles em função da rotina apertada, mas a concentração dos bebês é limitada mesmo, e os minutos que ficamos em um espaço diferente foi riquíssimo para eles. É difícil sim deslocá-los todos os dias (esta semana como muitos estavam doentes estávamos com uma média entre 10 e 12 crianças), mas mesmo com a turma completa, irei pensar em fazer esta oferta pelo menos uma vez por semana (ou duas, uma pela manhã e outra à tarde). Voltando às aprendizagens da aula presencial com a professora Gládis "as crianças precisam ter opções, uma vez que passam muitas horas por dia no mesmo ambiente"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Clareando as idéias

A aula presencial foi esclarecedora. Estava com muitas dúvidas quanto ao estágio. Se não ia fazer uma arquitetura pedagógica (impossível com os bebês) o que seria o meu projeto? O que ia ter de diferente do que eu já fazia? Que "inovação" eu iria realizar?
Quando a professora Gládis propôs a modificação dos espaços e a reflexão sobre o funcionamento das rotinas abriu-se um leque de possibilidades em minha cabeça. Repensar o que até então parecia inquestionável, fora de cogitação. Incrível como algo que parece tão obvio, tão simples, nem nos passa pela cabeça quando estamos "presos" nas rotinas.

sábado, 3 de abril de 2010

Aperfeiçoando os vídeos

Continuando com minhas idéias "mirabolantes", depois de colocar o mapa da minha escola, queria inserir alguns vídeos no wiki para demonstrar a distância da minha sala para os outros espaços da escola, e queria fazer um vídeo onde aparecesse o deslocamento (da minha sala ao solário, da sala ao pátio e da sala à sala de atividades) e ao mesmo tempo o deslocamento dentro do mapa da escola. Com os recursos limitados do Windows MovieMaker não foi possível fazê-lo (cheguei a tentar, mas o programa dá poucas possibilidades). Voltei a recorrer ao meu sempre disponível e querido irmão, e ele me indicou o Adobe Premiere Pró. Instalei no meu PC e ele me ajudou a fazer o primeiro vídeo. Como já tinha mexido com Photoshop (que assim como o Premiere também trabalha com "camadas", embora o photoshop trabalhe apenas com foto) e tinha alguma noção de edição de vídeo pelo Movie Maker, consegui fazer os outros dois vídeos com certa facilidade.
Este não deu pra fazer tutorial. "Me virei" no programa, dentro das minhas necessidades, mas com certeza ele tem muito mais a oferecer. Ah, e deixa o MovieMaker parecendo brincadeira de criança, hehehe. O resultado pode ser visto no meu wiki de estágio ou no YouTube (trajeto1, trajeto2,trajeto3)

Inserir links em imagens

Para incrementar minha página no wiki tirei várias fotos da minha sala de aula e construí uma planta baixa no paint, mas queria inserir as imagens em forma de hiperlink. Incialmente escrevi um texto falando sobre minha sala e fui linkando as fotos na palavras (berços, armário, tapete, etc.), mas o que queria mesmo era algo mais interativo, onde o visitante pudesse clicar nos diversos itens na própria planta e ver as imagens. Pedi uma ajudinha via msn ao meu irmão mais novo (que é programador - 20 aninhos, e muito bom no que faz, que orgulho!), e ele foi me explicando (o que não consegui entender bem ele explicou presencialmente no dia seguinte) e acabei conseguindo concretizar minha idéia. Um pouco complicado no início, mas depois que entendi a lógica tirei de letra. Para não "perder" esta aprendizagem (pois o que a gente não pratica com frequencia acaba esquecendo...) e se algum colega quiser se aventurar, criei um tutorial no meu wiki antigo.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Idéias Iniciais

Estava aguardando as primeiras orientações para o estágio, mas devido às "provocações" (no bom sentido, é claro) das tutoras resolvi arriscar expôr minhas primeiras idéias no wiki. Fico um pouco temerosa pois não sei até que ponto é isto que se espera de meu estágio no Berçário, mas são minhas idéias iniciais de como utilizar as tecnologias com esta turma.
Enfim, depois das orientações poderei reorganizar meu projeto, indico apenas um "ponto de partida" do que penso ser possível realizar.

terça-feira, 23 de março de 2010

Utilizando os conhecimentos adquiridos

Iniciando as atividades do semestre, fiquei muito feliz de poder utilizar os conhecimentos que adquiri durante o curso. Para apresentar a minha escola e a minha turma inseri mapas do Google Maps e plantas baixas da escola e da minha sala construídas no computador. Meu wiki ficou bem ilustrado, traduzindo a minha realidade aos visitantes do meu espaço virtual. O aprendizado do uso das tecnologias foi algo inovador nesta formação que é o PEAD.