Não estou querendo "puxar o saco", mas também tenho aprendido sobre avaliação com as práticas do PEAD. Muitos são os textos acadêmicos que falam sobre a dicotomia que existe entre como se quer que os professores do ensino fundamental e médio avaliem seus alunos e como estes mesmos professores são avaliados em seus cursos de formação. Sobre a concepção de escola que temos a partir do que vivenciamos como estudantes e as transposições que fazemos para nossa vida profissional. A respeito disto o PEAD tem sido inovador: a avaliação não se dá a partir de provas, onde os resultados finais prevalecem (como na maioria dos cursos de graduação), mas ao longo do processo de ensino-aprendizagem (acompanhamento de atividades, conversas e retomadas a respeito dos "erros", e uma reflexão sobre nossas próprias aprendizagens - com o portfólio). Durante o semestre recebemos comentários a respeito de nossos trabalhos, sobre o que pode ser aprimorado, o que está na direção certa, ao invés das tão populares "notas" - e elas não fazem a menor falta. Com toda esta vivência como estudante fica mais fácil pensar uma avaliação coerente com nossos alunos.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Educação à distância
Uma das coisas que tenho aprendido durante este curso é sobre a Ead. Como muitos eu tinha meus preconceitos com a educação à distância, mas cada vez mais tenho acreditado nesta modalidade de ensino, à medida que vivencio esta experiência de sucesso que é o PEAD. Dia desses comentavam em minha escola sobre as faculdades à distância, falando muito mal. Pude citar o exemplo da UFRGS contrapondo com outras instituições. Estou cursando também uma pós graduação à distância, em outra instituição, que é completamente diferente. O sistema são as video-aulas, e o curso deixa muito a desejar (as aulas gravadas em vídeo até são boas, mas nem a metade da turma presta atenção, ficam conversando. Nossa avaliação também não é das mais sérias. Não quero desmerecer minha formação, mas justiça seja feita: a Ead funciona e promove aprendizagem mas quando é realizada de forma séria, assim como no ensino presencial.
domingo, 2 de dezembro de 2007
Projetos de Aprendizagem
Este ano foi a primeira vez que fui com uma turma de alunos à Bienal (meu primeiro ano de experiência como professora de Artes). Infelizmente nossa visita foi feita antes da elaboração do projeto de aprendizagem proposto na interdisciplina de Artes Visuais. Muito preocupada com a compreensão de meus alunos frente à Arte Contemporânea, acabei dando uma "overdose" de informações nas aulas anteriores a visita, retomando toda a história da arte e, o pior, com poucas imagens. Depois da construção do projeto me dei conta de que poderia ter ajudado-os a compreender a arte contemporânea mostrando-lhes apenas um ou dois artistas de períodos anteriores (que já prenunciavam mudanças na concepção de arte). Durante toda a construção do projeto pensava: por que não fiz isto com meus alunos? Bem, vivendo e aprendendo. Com certeza daqui a dois anos, na minha próxima visita a Bienal meu planejamento será diferente: menos "afobado" e levando mais em conta os conhecimentos anteriores dos alunos.
domingo, 25 de novembro de 2007
Histórias infantis
Durante as ultimas semanas estávamos nos organizando para a contação de histórias presencial. Lembro-me que na primeira aula presencial de literatura a professora Gládis falou sobre saber escolher os textos das histórias que contaríamos em sala de aula e saber argumentar com a escola no momento em que são comprados os livros o porque de queremos ou não determinadas obras. Sempre tive uma certa "implicância" com aquelas maletinhas de livros (aquelas que tem um tema e vem 10 livros, geralmente 10 reais), pois achava as histórias pobres, mas nunca parei para analisar melhor o caso. Durante a escolha da história para a contação fui procurar na biblioteca de minha escola um livro que tivesse uma história legal. Queria uma história que divertisse e tivesse um texto rico e não meramente "educativo". Fiquei bastante espantada ao perceber que a grande maioria dos livros da biblioteca de minha escola de Ed. Infantil não eram de qualidade. Haviam muitos daqueles das maletinhas (sobre animais, cores, formas, etc.). Coleções para ensinar comportamento (Luísa fala palavrão, etc.), para falar sobre as diferenças (meu amigo Down). Não que este tipo de livro não possa ser usado com algum propósito na escola, mas pelo que temos aprendido, creio que eles não cumprem o objetivo de FORMAR LEITORES. Lembrava de um livro que tive quando era criança que tinha uma história maravilhosa - "A história do Galileu" (Ziraldo), mas não consegui resgatar o livro. Acabei encontrando uma história boa na casa de minha tia. Fiquei triste com a falta de qualidade literária da biblioteca de minha escola, mas gostei do exercício de analisar os livros. As vezes levamos livros para nossa sala de aula sem este olhar crítico e acabamos desinteressando nossos futuros leitores sem nem nos darmos conta do porquê.
domingo, 18 de novembro de 2007
Por que você ouve tanta porcaria?
A leitura do texto "Por que você ouve tanta porcaria?" foi maravilhosa. Agora consegui entender o por que da entrevista na loja de cd's feita anteriormente. Como muitas colegas relataram no fórum, eu também não escuto muito rádio. Nunca tinha parado para reparar quantas vezes uma mesma música toca num único dia. Sei que a mídia exerce influencia nos "gostos musicais" do povo, mas realmente não tinha a menor idéia deste sistema de "repetição" utilizado nas rádios (assim como antes da entrevista na loja de cd's também não sabia que quem indicava os títulos a serem comprados eram as gravadoras). Isto reforça ainda mais nosso papel como educadores, de não trazer para a sala de aula as músicas da mídia, que já estão sendo repetidas durante todo o tempo que nossos alunos estão em outros espaços. A repetição, ano após ano, da Xuxa, por exemplo, só reforça este "gosto musical" pouco seletivo.
domingo, 11 de novembro de 2007
Estágios de compreensão da Arte
Ontem fui à Bienal com meus alunos e pude vivenciar os estágios de compreensão da arte, descritos por Parsons, vistos em uma das aulas virtuais de Artes Visuais (...)
EM CONSTRUÇÃO
domingo, 4 de novembro de 2007
Sonhos
Ultimamente, desde que tenho trabalhado com os adolescentes, ficava muito frustrada pela ausência de objetivos deles dentro e fora da escola, a ausência de sonhos a respeito da vida toda que têm pela frente... No entanto, a explicação que eu encontrava para tal fato era a realidade social deles, ausência de oportunidades e de incentivo da família. Lendo o fórum dos sonhos me dei conta da diferença que eu, como professora, posso fazer em suas vidas. Para muitas das colegas isto pode parecer obvio, e com uma turma de pequenos, onde há apenas uma professora titular da turma, realmente é. A partir da 5ª série, quando não temos mais tantas horas de contato com os alunos, esse vínculo se perde, e não nos sentimos mais tão responsáveis pelos sonhos e expectativas dos alunos, pois estamos preocupados em "vencer o conteúdo" (tenho só 2 períodos com cada turma em que entro). Parece que "os outros professores podem fazê-lo". Na verdade sei que não irão. Começo a pensar em minha responsabilidade, ao invés de apenas culpar o sistema...
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